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Defesa de Bolsonaro diz que tomará medidas legais após negativa de Moraes

Por Dircélio Timóteo

Defesa de Bolsonaro diz que tomará medidas legais após negativa de Moraes
Advogado Paulo Cunha Bueno criticou o ministro do STF por negar a ida imediata de Bolsonaro ao hospital para realizar exames depois de queda

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reagiu nesta terça-feira (6) à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou a ida imediata do ex-mandatário a um hospital após uma queda registrada na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Segundo os advogados, o episódio resultou em um traumatismo craniano leve e exigiria exames mais detalhados.

O advogado Paulo Cunha Bueno afirmou que a negativa será contestada por meio de medidas legais, sob o argumento de que a decisão viola garantias fundamentais, especialmente no que se refere à dignidade da pessoa humana. Para a defesa, avaliações médicas realizadas exclusivamente nas dependências da PF não substituem a necessidade de exames laboratoriais e de imagem em ambiente hospitalar.

Os advogados também ressaltaram a idade de Bolsonaro e seu histórico clínico, comparando a situação à do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que cumpre prisão domiciliar. Segundo a defesa, pedidos anteriores de prisão domiciliar já haviam sido apresentados e rejeitados pelo STF.


De acordo com a Polícia Federal, Bolsonaro teria caído da cama durante a madrugada, sofrendo uma lesão superficial no rosto, com presença de sangramento. Moraes determinou o envio do laudo médico ao Supremo antes de decidir se autoriza ou não a realização de exames em hospital.


A defesa lembra ainda que procedimentos médicos recentes do ex-presidente ocorreram no Hospital DF Star, em Brasília, e sustenta que, em internações anteriores, não houve qualquer indício de tentativa de fuga. A decisão final sobre a liberação para exames hospitalares segue sob análise do ministro.